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Ovulação, o evento do mês

Posted by Jacqueline Guerra | 27 27+00:00 Maio 27+00:00 2021 | Ciclo Feminino & Ginecologia Natural, Destaques

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Jacqueline Guerra

Jornalista, naturóloga e terapeuta ayurvédica especializada em Saúde da Mulher. Cidadã ligada às causas que promovem responsabilidade ambiental, educação e cultura. Mãe da pequena Melissa.

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Tenho compartilhado aqui pesquisas recentes e pouc Tenho compartilhado aqui pesquisas recentes e pouco faladas sobre o corpo feminino. Hoje falo de algo que raramente aparece nas conversas sobre endometriose: o fluido peritoneal e o papel da histamina.

O fluido peritoneal banha os órgãos da pelve. Nas mulheres com endometriose, ele se transforma num microambiente cronicamente inflamatório,  com histamina, citocinas e outras substâncias que danificam óvulos, espermatozoides e embriões. 

Estudos recentes da Charité University Berlin e do Journal of Molecular Sciences confirmaram que os níveis de histamina são significativamente elevados nessas mulheres.

Isso explica sintomas que muitas relatam além da cólica:  enxaquecas perto da ovulação, palpitações, refluxo, inchaço. Não é coincidência. É histamina.

Se você convive com endometriose e sente que tem algo que ainda não foi explicado sobre o seu corpo, continue acompanhando. No próximo post vou falar sobre o caminho integrativo que responde a esse microambiente inflamatório. 

#endometriose #tratamentonatural #ciclomenstrual
#saudedamulher #fertilidade
Tenho trazido aqui uma série de descobertas sobre Tenho trazido aqui uma série de descobertas sobre o corpo feminino: os ovários que continuam ativos após a menopausa, a possibilidade de novos óvulos, o ciclo que responde ao ambiente coletivo. 

Hoje quero ir ao centro de tudo: a pelve.

Na Medicina Chinesa, dois meridianos extraordinários governam o útero e o ciclo fértil, o Chong Mai (Vaso Penetrante) e o Ren Mai (Vaso da Concepção). 

Ambos se originam no útero. 

O Chong Mai governa o sangue e a essência ancestral. 

O Ren Mai sustenta a capacidade de conceber e gestar.

Quando estão obstruídos, o sangue não circula livremente e o que a MTC chama de estase de sangue, a medicina moderna chama de congestão pélvica. Mesma realidade, duas linguagens.

Não é só a Medicina Chinesa que reconhece a pelve como sede da vida.

 O yoga mapeou o Svadhisthana, o chakra sacral, localizado no ventre,  como o centro da criatividade, da fertilidade e da essência feminina. 

O Ayurveda descreve o Apana Vayu, o movimento descendente que governa o ciclo menstrual, a concepção e o parto. 

Três tradições milenares apontando para o mesmo lugar.

A ciência moderna está chegando lá também. Pesquisadores que estudam acupuntura/acupressão no assoalho pélvico descobriram que os pontos agem simultaneamente na modulação nervosa e na circulação do Qi. 

Como foi descrito: "os vasos são uma cartografia pré-moderna de um sistema anatômico e fisiológico real."

Se você tem cólicas, SOP, endometriose, dificuldade de engravidar ou abortos de repetição, esses meridianos estão envolvidos. E podem ser apoiados com acupuntura/acupressão, ervas, nutrição ayurvédica e práticas de autocuidado.  

Esse é o caminho integrativo que orienta o meu trabalho.
Em 1951, um único estudo concluiu que nascemos co Em 1951, um único estudo concluiu que nascemos com todos os óvulos que teremos para sempre. 

Virou dogma repetido por 70 anos sem ser questionado.

Desde 2004, quase 100 pesquisas identificaram células-tronco nos ovários capazes de produzir novos óvulos na vida adulta. 

O debate científico está aberto e as perguntas que estão sendo feitas já mudam tudo.

O que me toca nessa descoberta é a metáfora que um pesquisador usou: as células podem estar lá, mas o ovário virou uma "casa em ruínas". O ambiente não sustenta mais a sua atividade. Não basta ter a semente, o solo precisa estar nutrido.

É exatamente isso que o Ayurveda e a Medicina Chinesa ensinam há milênios. 

Nós ainda temos muito a descobrir sobre o corpo feminino. Mente aberta para a ciência e para os saberes ancestrais. 

Por que isso importa para o seu cuidado hoje?

Independente de onde a ciência chegará sobre as células-tronco oogoniais, uma coisa é clara: o ambiente ovariano importa.

A qualidade do óvulo, a reserva ovariana e a saúde reprodutiva respondem ao estilo de vida, à nutrição, ao estresse, ao sono e ao cuidado com o sistema neuroendócrino. 

Isso está bem estabelecido  e é o que orienta o tratamento integrativo.

Se você está em processo de preparação para engravidar, tem diagnóstico de baixa reserva ovariana, ou está vivendo os primeiros sinais de transição hormonal da perimenopausa, cuidar do "solo" é sempre o ponto de partida.
Nas últimas semanas, algo chamou minha atenção Nas últimas semanas, algo chamou minha atenção nas redes sociais internacionais: milhares de mulheres relatando, ao mesmo tempo, alterações no ciclo menstrual. Dois ciclos no mesmo mês, ciclos que atrasaram, mulheres que já estavam na menopausa voltando a sangrar.

Será coincidência? Talvez. Mas o ciclo feminino já nos mostrou antes que responde ao ambiente coletivo.

Durante a pandemia, 77% das mulheres brasileiras tiveram alterações no ciclo. 

Após o terremoto na Turquia, as irregularidades saltaram de 14% para 44%. 

Desde o início da guerra na Ucrânia, mais de 53% das mulheres relataram mudanças.

Não é misticismo, é fisiologia.

 O hipotálamo, que comanda o eixo neuroendócrino responsável pelo ciclo, é altamente sensível ao cortisol. Quando o estresse aumenta, o ciclo responde.

A Medicina Chinesa e o Ayurveda ensinam isso há milênios: o ciclo fértil é individual e também é coletivo. Ele registra o que acontece dentro e fora de nós.

Não tenho uma resposta única para o que aconteceu nos últimos meses. Desconfio de quem diz que tem. Mas sei que quando o ciclo muda, vale perguntar: o que mudou em mim? E ao meu redor?

Se o ciclo desregulou por um mês, o corpo estava respondendo ao ambiente. Faz parte.

 Mas se já se passaram mais de três meses com alterações, o desequilíbrio se instalou mais fundo e merece atenção. 

No Ayurveda, o primeiro passo é equilibrar Vata, que comanda o sistema nervoso e o ritmo do ciclo.

Na Medicina Chinesa, apoiar o eixo Rins-Fígado-Coração, a base da saúde reprodutiva feminina. São primeiros passos, não uma receita. Cada corpo tem a sua resposta.

E você, nos últimos dois meses, notou alguma alteração no seu ciclo?  Me conta nos comentários.
Em maio de 2026, um consenso global publicado no T Em maio de 2026, um consenso global publicado no The Lancet oficializou uma mudança que especialistas já debatiam há anos: a SOP passa a se chamar Síndrome Ovariana Metabólica Poliendócrina — SOMP.

Metabólica. Poliendócrina. Porque o desequilíbrio envolve insulina, cortisol, tireoide, adrenais, não só os ovários. 

O nome antigo levou décadas de mulheres e profissionais a olhar para o lugar errado.

O ovário não é a origem. É onde alguns sintomas aparecem.

Há anos venho dizendo aqui que a SOP é uma síndrome metabólica, que ela começa no cérebro, mais especificamente no hipotálamo, que comanda o eixo neuroendócrino responsável pela ovulação.

Alguns pesquisadores especializados na síndrome já sinalizavam essa necessidade há anos, sugerindo que o nome precisava ser revisto para refletir melhor a complexidade da condição. 

Eu acompanhei esse debate de perto, traduzindo e conectando essas fontes para o Brasil numa época em que poucos profissionais de saúde falavam sobre isso e a pílula ainda era indicada como único caminho.

Fui buscar respostas em artigos científicos, na naturopatia internacional, no Ayurveda, na Medicina Chinesa,  tradições que já apontavam para o mesmo raciocínio: o problema não estava só nos ovários.

O que aprendi ao longo desses anos é que a resistência insulínica está no centro de grande parte dos casos.

Mas existem 4 tipos de SOP, cada um com uma causa raiz diferente e uma abordagem terapêutica diferenciada. 

Não existe protocolo único para todas as mulheres.

É por ter vivido isso, ter superado a SOP, recuperado minha fertilidade e realizado o desejo de engravidar,  que sigo nessa missão, para evitar que a próxima geração não seja mal direcionada e encontre o tratamento adequado para as suas necessidades.

No carrossel você encontra o que mudou, porque mudou, e como as medicinas orientais enxergam essa condição.

Salva e compartilha com quem precisa saber disso.
Li o livro A Jornada da Heroína de Maureen Murdoc Li o livro A Jornada da Heroína de Maureen Murdock há alguns anos. 

E como toda leitura que realmente marca, ela não ficou parada na estante, foi voltando em espiral, cada vez mais integrada ao que eu vivo na prática com as mulheres que acompanho.

Ao longo do tempo fui costurando essa jornada com o que as medicinas orientais mapearam há milênios sobre o ciclo feminino. 

Não é uma conexão óbvia, fui tecendo aos poucos, dentro dos atendimentos, dentro do meu próprio ciclo.

Hoje quero compartilhar essa lente com você: como a Jornada da Heroína, o YIN e YANG da Medicina Chinesa e o Ayurveda se encontram e o que isso revela sobre o seu ciclo fértil e sobre as grandes transições da sua vida.

A diferença essencial:
 

A jornada do herói sobe. 

A jornada da heroína desce.
 

Não por fraqueza, mas porque o feminino cria a partir do interior.

Na Medicina Chinesa, o ciclo fértil é a dança entre YIN e YANG.
 

A ovulação é o ápice Yang:  expansão, luz, encontro com o mundo.
 

A fase lútea e a menstruação são o mergulho no Yin: recolhimento, profundidade, nutrição interior.
 

O desequilíbrio acontece quando vivemos permanentemente no Yang, produzindo, entregando, provando valor, sem nunca permitir o retorno ao Yin.

No Ayurveda, esse ciclo é a dança entre Ojas, nossa essência vital mais profunda, que se reconstrói no recolhimento, e a energia que gastamos no mundo.

 Quando o Ojas se depleta sem reposição, o corpo começa a falar.
Uma TPM intensa, uma cólica persistente, uma SOP, uma endometriose: são consequências de um Yin cronicamente negligenciado, de um Ojas esgotado.

A Jornada da Heroína nomeia esse momento: a descida é o ponto onde o corpo força o que a mulher não conseguiu fazer sozinha — parar, voltar para dentro, recalcular a rota.

Os ciclos de 28 dias ensinam os ciclos grandes. O que você aprende a ouvir no seu ciclo menstrual se torna bússola para a perimenopausa, o puerpério, as grandes viradas da vida.

A integração dos polos — feminino e masculino, Yin e Yang — é o que a jornada de Murdock aponta como destino. 

E é também a direção que orienta o meu trabalho terapêutico com cada mulher. 

Você já leu esse livro?
Nas últimas postagens trouxe aqui a jornada da pe Nas últimas postagens trouxe aqui a jornada da perimenopausa, da menopausa e do pós-menopausa. Mas algumas mulheres são surpreendidas antes  e esse post é para elas.

A menopausa precoce, ou insuficiência ovariana prematura, ocorre antes dos 40 anos. E embora a medicina convencional ofereça a reposição hormonal como principal resposta, existe um outro caminho que poucos profissionais exploram com profundidade.

Na Medicina Chinesa, esse quadro aponta para uma depleção do Jing, nossa essência vital armazenada nos Rins. 

No Ayurveda, para uma perda de Ojas e a necessidade de tratamentos com uma abordagem Rasayana: rejuvenescimento profundo dos tecidos reprodutivos.

Tenho acompanhado mulheres nesse processo e cada caso me confirma que vale a pena cuidar,  com ou sem garantia de reversão, a qualidade de vida muda. E isso me encoraja a continuar trazendo esse tema.

Se você está passando por isso, ou conhece alguém que está: salva esse post e compartilha. Ela precisa saber que existe um caminho integrativo.

#menopausaprecoce #falenciaovariana #insuficienciaovariana
Existe um mito de que a pós-menopausa é uma fase Existe um mito de que a pós-menopausa é uma fase de declínio obrigatório e silenciamento do corpo feminino.

Muitas mulheres chegam até mim frustradas: ganharam peso sem mudar nada, sentem um ressecamento profundo, uma fadiga que o sono não cura. Acham que o corpo faliu.

Mas o que a fisiologia profunda e as medicinas orientais nos ensinam é que uma mulher saudável continua produzindo a quantidade exata de hormônios que precisa para essa fase.

 O corpo não faliu — ele mudou de estação.

E aqui está o pulo do gato que raramente entra no debate sobre reposição hormonal:

O hormônio é apenas um mensageiro. Independente de repor ou não, nenhuma substância substitui a necessidade de nutrir os seus tecidos profundos.

Se o metabolismo não for conduzido corretamente, o desconforto continua, mesmo com reposição. O tecido adiposo acumula de forma desordenada. O plasma seca, trazendo ressecamento. O sangue perde força, levando embora o vigor. Os ossos enfraquecem progressivamente.

Como este tema precisa de espaço para ser compreendido de verdade, preparei um material detalhando o mapa dessa cascata de nutrição na pós-menopausa.

Comente RAIZ aqui embaixo que eu te entrego no privado. 🌿
Você deita, mas o corpo parece não saber que é Você deita, mas o corpo parece não saber que é hora de desligar? Ou pior: você acorda às 2h ou 3h da manhã com a mente a mil? 

Na menopausa, a alteração do sono é um dos sinais mais frequentes e também um dos mais incompreendidos. 

Do ponto de vista da ciência moderna, estamos vendo um "curto-circuito" neuroendócrino: a progesterona, que naturalmente nos ajuda a relaxar, declina. O cortisol, em vez de cair ao final do dia, mantém-se elevado, sabotando a produção da melatonina.

Para as medicinas orientais,  esse desconforto vai além dos hormônios.

No Ayurveda, a menopausa é um período de ascensão do dosha Vata ( movimento, ar e instabilidade). Se não houver uma rotina de aterramento, essa energia "sobe" e gera agitação mental e insônia.

Já na Medicina Chinesa, entendemos que cada órgão atua em um horário específico, regido pelos cinco elementos. Quando o nosso ritmo de vida ignora esse relógio biológico, o sistema entra em colapso.

Como mudar esse jogo? 

Desenvolvi uma estratégia de Regeneração Hormonal para alinhar os seus pilares de saúde com esses ciclos naturais:

✔️Rotina e ritmo Circadiano.

✔️Alimentação e Ervas

✔️Gerenciamento do Estresse

A regeneração do sono é a verdadeira base para a regeneração de todo o sistema. Quando alcançamos um sono profundo, o corpo produz melatonina em níveis ideais, o hormônio com o maior poder antioxidante no nosso organismo.

É aqui que transformamos o jogo: saímos de um CICLO VICIOSO, onde as alterações hormonais prejudicam o sono e a falta de sono, por sua vez, desregula ainda mais a produção hormonal — e entramos em um CICLO VIRTUOSO..

Quando você dorme bem, o corpo equilibra o metabolismo e estabiliza o sistema neuroendócrino, o que favorece uma produção hormonal mais harmônica no dia seguinte. 

Você sente que hoje está presa nesse ciclo vicioso da insônia ou já consegue perceber momentos de um ciclo virtuoso de reparo? Me conta aqui nos comentários.
Nos posts anteriores, falei da menopausa como uma Nos posts anteriores, falei da menopausa como uma Segunda Primavera e de como a ciência e a Medicina Chinesa apontam, cada uma à sua forma, que essa fase não é declínio, é mudança de direção.

Mas para que essa transição aconteça com fluidez, o terreno precisa estar firme. E muito do que sentimos na perimenopausa — exaustão, ganho de peso, oscilações de humor — não é apenas "falta de hormônios". É reflexo de uma sobrecarga do sistema de estresse.

Quando os ovários reduzem a produção hormonal, as adrenais assumem a responsabilidade de fornecer a pregnenolona, matéria-prima dos seus hormônios. O problema é que o estresse crônico desvia essa matéria-prima para produzir cortisol. É o que chamo de "Roubo de Pregnenolona".

Na perimenopausa, isso se intensifica: as adrenais precisam suprir o que os ovários não produzem mais — e ao mesmo tempo lidar com o estresse do dia a dia. O resultado: insônia, fogachos mais intensos, ganho de peso abdominal, ansiedade e um cansaço que não passa com descanso.

No Ayurveda, esse esgotamento agrava o dosha Vata. Na Medicina Chinesa, consome o Jing:  a essência vital que sustenta a saúde hormonal feminina.

O cortisol cronicamente elevado age como um maestro que desafina toda a orquestra: impacta a tireoide, desregula a insulina e sobrecarrega ainda mais as adrenais. Não adianta tentar "repor" hormônios se o sistema está em curto-circuito.

É por isso que desenvolvi uma estratégia de Regeneração Hormonal: em vez de tratar pontos isolados, trabalho o sistema neuroendócrino como um todo — alimentação, fitoterapia, ritmo circadiano e regeneração do sistema nervoso.

Cuidar do cortisol na perimenopausa não é só "reduzir o estresse". É nutrir o sistema que está sendo mais exigido:

Proteger e apoiar as adrenais 

Nutrir o Jing

Pacificar dosha Vata  e regular sistema nervoso

Restaurar o sono

Essa visão de conjunto é o que transforma uma travessia difícil em um processo de vitalidade e autoconhecimento.

Como você sente que o seu sistema tem respondido às pressões do dia a dia? Vamos conversar nos comentários.
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