Feminino Natural - Ginecologia Natural: Naturologia, Ayurveda & Medicina Chinesa
  • Home
  • Sobre
  • Tratamento Natural e Consulta Integrativa para Saúde da Mulher
    • Consulta Integrativa: Ciclo Menstrual e Equilíbrio Hormonal | Jardim Cíclico
    • Consulta: Fertilidade Integrativa e Pré-concepção Consciente | Soul Fértil
    • Consulta Integrativa para Perimenopausa e Menopausa | Segunda Primavera
    • Consulta para Saúde da Pele e do Cabelo | Beleza Integrativa
    • Consulta Integrativa de Regeneração do Sistema Nervoso e Gestão do Estresse | Raízes Vitais
  • Cursos
    • Programa Ciclo Feminino Natural: Última Turma – Inscrição
    • Consulta: Gestação Natural e Cuidados Pós-Parto
    • SOP Protocolo Natural terceira turma – acesso promocional
    • Curso Ervanário Feminino
    • Detox Ayurvedico – Verão Outono 2023
  • Contato

Select Page

Ovulação, o evento do mês

Posted by Jacqueline Guerra | 27 27+00:00 Maio 27+00:00 2021 | Ciclo Feminino & Ginecologia Natural, Destaques

Ovulação, o evento do mês

Share:

PreviousEcologia Vaginal e anticoncepcionais
NextCuidados ginecológicos ayurvédicos

About The Author

Jacqueline Guerra

Jornalista, naturóloga e terapeuta ayurvédica especializada em Saúde da Mulher. Cidadã ligada às causas que promovem responsabilidade ambiental, educação e cultura. Mãe da pequena Melissa.

Related Posts

Os pés são as asas do útero e as mãos são as asas do coração

Os pés são as asas do útero e as mãos são as asas do coração

26 de Agosto, 2021

Sangramento de escape na ovulação

Sangramento de escape na ovulação

3 de Janeiro, 2024

Síndrome do Ovário Policístico: ciclo menstrual e saúde hormonal

Síndrome do Ovário Policístico: ciclo menstrual e saúde hormonal

4 de Abril, 2023

Fertilidade nA perspectiva da Medicina Chinesa

Fertilidade nA perspectiva da Medicina Chinesa

29 de Abril, 2021

Leave a reply Cancelar resposta

O seu endereço de email não será publicado. Campos obrigatórios marcados com *

Portal Feminino Natural

SEJA BEM-VINDA! Feminino Natural é um portal de conhecimento sobre Saúde Integrativa da Mulher & Ginecologia Natural, a partir da Naturologia, Ayurveda e Medicina Chinesa. Consultas, cursos e atendimento online. Navegue por mais de 100 artigos sobre Ciclo Feminino, Fertilidade & Concepção Consciente, Beleza Integral Terapias Naturais e Nutrição.

. Saiba mais.

Quem faz

Jacqueline Guerra é especialista em Saúde Integrativa da Mulher com Naturologia, Ayurveda & Medicina Chinesa. Saiba mais.

Consulta Integrativa – Saúde da Mulher

Consulta Ciclo Menstrual & Equilíbrio Hormonal

Consulta – Fertilidade Integrativa

Ilustração conceitual da Consulta Soul Fértil de fertilidade integrativa e pré-concepção consciente de corpo e mente.

consulta-fertilidade-integrativa-soul-fertil

Consulta – Gestação Natural

Consulta – Perimenopausa e Menopausa

Segunda Primavera - Consulta integrativa Perimenopausa e Menopausa

Consulta – Saúde da Pele e do Cabelo

Consulta Integrativa de Regeneração do Sistema Nervoso e Gestão do Estresse

feminino.natural

Nas últimas semanas percorri com vocês cada fase d Nas últimas semanas percorri com vocês cada fase da gestação com o olhar do Ayurveda, da Medicina Chinesa e da ciência moderna. 

Foram nove posts cobrindo desde a concepção até o pós-parto, trazendo dados surpreendentes que a maioria das pessoas nunca tinha visto. Se você perdeu algum, vale voltar no meu feed.

O fio que conecta todos eles é sempre o mesmo: uma fase prepara a próxima.

A gestação é um portal. Quem entra não é a mesma que sai. 

E o puerpério, os famosos 42 dias, é o quarto trimestre que merece tanto cuidado quanto os três anteriores. O Ayurveda tem um princípio preciso para isso: 42 dias para 42 anos. Como a mãe é acolhida nesse período pode impactar décadas de saúde.

E esse ciclo não termina no puerpério. Os primeiros três anos da criança constroem a base neurológica e emocional de toda a vida. A ciência confirma que é o período de maior plasticidade cerebral. 

A Antroposofia, que também faz parte da minha formação em Naturologia, vai além: esses três anos fazem parte do primeiro setênio, dos zero aos sete anos, quando a criança forma as bases de sua saúde orgânica, emocional e espiritual. E o que acontece nesse primeiro setênio prepara o segundo, que é encerrado pela menarca. 

Como essa jovem vai viver o primeiro ciclo menstrual tem raízes profundas nos ciclos anteriores.

Engravidei aos 39 anos. Minha filha nasceu quando eu tinha 40. Esse ano ela completou seu primeiro setênio. Quando olho para essa travessia, vejo o quanto o cuidado com a mãe impacta o filho.

Não é só uma formação. É uma visão de mundo. E é ela que ofereço na Consulta Gestação Natural e Janela Sagrada.

Porque maternar a mãe é a base de tudo.
Cada vez mais mulheres estão engravidando após os Cada vez mais mulheres estão engravidando após os 35, 40 anos. E com isso, um encontro que merece um cuidado especial: puerpério e perimenopausa ao mesmo tempo.

Após o parto, estrogênio e progesterona caem abruptamente. A prolactina sobe para estimular o leite. E durante a amamentação, a prolactina elevada mantém os hormônios responsáveis pela ovulação em níveis baixos, prolongando a supressão do estrogênio. 

Para mulheres em perimenopausa, o estrogênio já vinha oscilando para baixo. Os dois movimentos acontecem ao mesmo tempo.

No Ayurveda, o puerpério é a fase de maior elevação de Vata (ar + éter) na vida de uma mulher. 

Quando a perimenopausa já está em curso, o Vata já vinha se elevando. 

Os dois se somam. E Vata elevado se manifesta como instabilidade emocional, insônia, ansiedade, ressecamento, dispersão mental.

Nomear o que está acontecendo já alivia parte do peso.

E aqui está o que acredito profundamente: cada fase bem vivida fortalece a próxima. 

A mulher que se preparou para a concepção, que foi apoiada durante a gestação e acolhida no puerpério, chega à perimenopausa com mais vitalidade, mais resiliência, mais recursos internos.

O cuidado integrativo não elimina as transições. Ele constrói a base a partir da qual você as atravessa.

São dois ritos de passagem que merecem ser reconhecidos. O nascimento de um bebê e de uma mãe. E a transição para um novo ciclo, que pode ser vivido com mais consciência e qualidade de vida.

Existe apoio para cada um desses momentos. 

Você está vivendo já passou por essas fases?
"O sangue sobe e se torna leite materno. O sangue "O sangue sobe e se torna leite materno. O sangue desce e se torna fluxo menstrual."

Essa frase de um dos textos clássicos da Medicina Chinesa revela algo extraordinário sobre o corpo feminino: o sangue é o mesmo fluido vital que sustenta o ciclo menstrual, nutre o bebê durante a gestação e se transforma em leite materno após o parto. 
O corpo não para de cuidar. Ele apenas muda a forma como cuida.

E a ciência confirma essa continuidade. Durante a gestação, a mãe transfere anticorpos IgG ao bebê pela placenta. Após o parto, pelo leite materno, ela transfere principalmente anticorpos IgA, que protegem as mucosas do bebê. 
São formas diferentes de proteção, em momentos diferentes, mas o mesmo princípio: a mãe é a primeira e mais sofisticada farmácia do bebê.

No Ayurveda, os 42 dias após o parto têm um nome e um protocolo específico: Sutika Kala. É o período em que o Vata está naturalmente agravado. O corpo está aberto, sensível, em reconstrução. 

E o princípio do Ayurveda para esse momento é claro: 42 dias para 42 anos. 
Como a mãe é cuidada nesses 42 dias pode determinar uma vida inteira de saúde.

Inspirada nessa visão, batizei minha consulta para esse período de Gestação Natural e Janela Sagrada. 
Assim como apliquei o Ayurveda na preparação pré-concepcional e durante toda a gestação, apliquei também no meu próprio puerpério. 
Foi esse cuidado que me apoiou a atravessar um dos momentos mais intensos e transformadores da minha vida.

No próximo post, vou falar sobre uma sobreposição hormonal que cada vez mais mulheres estão vivenciando: puerpério e perimenopausa ao mesmo tempo. 

O que foi mais surpreendente nesse post para você?
Eu sempre senti que me tornei outra pessoa depois Eu sempre senti que me tornei outra pessoa depois que fui mãe. Uma transformação que vai além da mudança de rotina. Algo mais profundo, que demorei a encontrar palavras para descrever.

Descobrir o microquimerismo fetal e a matrescence foi entender que essa sensação tem base biológica.

Em 1996, um estudo publicado no PNAS detectou células progenitoras fetais no sangue materno até 27 anos após o parto. 

E em 2012, pesquisadores do Fred Hutchinson Cancer Research Center publicaram um estudo que analisou espécimes cerebrais de 59 mulheres falecidas. 

Em 63% delas encontraram células de origem fetal, distribuídas em múltiplas regiões cerebrais. A mulher mais velha tinha 94 anos.

Foi o primeiro estudo a provar que células fetais cruzam a barreira hematoencefálica humana.

E há ainda um dado mais surpreendente: existem evidências de que células da avó materna chegam ao neto pelo cordão umbilical.

A conexão entre gerações é mais profunda do que imaginávamos.

A troca é nos dois sentidos: células maternas chegam ao bebê durante a gestação e podem influenciar o desenvolvimento do cérebro fetal.

Há também o DNA mitocondrial: toda a linhagem energética do ser humano, transmitida exclusivamente pela mãe, de geração em geração.

A herança que o filho recebe da mãe vai muito além da genética. Inclui o DNA mitocondrial, a constituição natal dos doshas segundo o Ayurveda, células maternas, anticorpos, as essências dos elementos mês a mês segundo a Medicina Chinesa, e o Ojas e o Jing transmitidos nos meses finais.

E a mãe recebe do filho: células fetais que habitam seu coração, fígado e cérebro por décadas, e uma reorganização cerebral que a ciência chama de matrescence, comparável à adolescência em profundidade.

O cuidado com a própria saúde não é só para si. É uma herança que se transmite.

Nos próximos posts vou falar da Janela Sagrada: o pós-parto e como as medicinas orientais orientam esse tempo tão especial. 

Você também sentiu essa transformação profunda na maternidade?
No meu próprio parto, eu senti isso na pele. Em a No meu próprio parto, eu senti isso na pele.

Em algum momento do trabalho de parto entrei num estado que só consigo descrever como expandido. Não queria comunicação. Não queria perguntas. Queria silêncio, presença e que me deixassem estar no meu processo.

A ciência tem uma explicação para isso.

Durante o trabalho de parto, é o hipotálamo e a hipófise que assumem o comando: são eles que produzem e liberam a cascata hormonal que conduz o nascimento. 

Os pulsos de ocitocina aumentam em frequência e intensidade ao longo do trabalho de parto, atingindo o pico no momento do nascimento. 

E a ocitocina também é liberada dentro do próprio cérebro, induzindo o que os pesquisadores descrevem como um estado alterado de consciência próprio do parto.

O médico Michel Odent, referência mundial em parto fisiológico, chama isso de "mamiferizar o parto": na prática, o cérebro sai do modo racional e entra no modo instintivo, como qualquer outro mamífero. 

Uma mulher em trabalho de parto intenso pode gritar, xingar, assumir posições inusitadas, "ir para outro planeta." Isso não é perda de controle. É o instinto assumindo o comando.

O problema é que o neocórtex, quando ativado por luz, perguntas, medo ou a sensação de estar sendo observada, pode inibir esse processo e reduzir a liberação de ocitocina. Não por falta de força. Por fisiologia.

O Ayurveda descreve o parto como o Prasava Kala, o tempo sagrado do nascimento, com orientações sobre silêncio, penumbra e presença acolhedora. 

E a Medicina Chinesa lê esse momento como aquele que exige da mulher uma presença profundamente Yin: receptiva, introspectiva, conectada ao instinto.

Parto humanizado ê um movimento que busca ampliar a educação sobre a fisiologia do parto para todos. Porque o momento do nascimento impacta o resto da vida daquele ser humano. E toda mulher merece confiar na inteligência inata do próprio corpo, com suporte e com segurança.

A ciência está descobrindo que a conexão entre mãe e filho nesse momento é ainda mais profunda do que imaginávamos. Vou trazer mais sobre isso em breve. 

Você conhecia essa visão do parto?
Estou fazendo uma série de posts sobre gestação co Estou fazendo uma série de posts sobre gestação com a visão do Ayurveda e da Medicina Chinesa. 

O post anterior sobre as dez luas da gestação gerou muitas interações e trouxe uma visão que muitas pessoas nunca tinham ouvido. Se você ainda não viu, vale voltar no meu feed.

Hoje aprofundo os meses finais: a doação da essência mais profunda da mãe para o bebê. 

Segundo os textos clássicos da Medicina Chinesa, cada mês da gestação traz ao bebê uma essência diferente dos elementos da natureza. 

Nos meses finais chega a essência da pedra, a mais densa e concentrada de todas. 

O Jade, na cosmologia taoísta, representa as essências do Céu concentradas no seio da Terra. 

Por isso chamamos esse momento de Essência de Jade: é o selo de que tudo está pronto.

O Ayurveda também descreve essa doação. No oitavo mês, a essência vital mais sutil do corpo, o Ojas, que governa imunidade, vitalidade e equilíbrio emocional, começa a oscilar entre mãe e bebê. 

Por isso a mãe alterna alegria e exaustão. Não é fragilidade. É o corpo transmitindo o que tem de mais essencial.

No nono mês, a pele, os pelos, os órgãos de passagem e as cem articulações se completam. O bebê que flutuava indefinido toma forma. A pele torna possíveis todas as trocas com o mundo. 

Os Rins transferem o Jing: a reserva de vitalidade com a qual o ser humano nasce e carrega para a vida inteira.

É como se fosse um tesouro recebido que impacta por toda a vida. 

E a ciência descobriu algo complementar: a maior transferência de anticorpos maternos ao bebê acontece justamente no terceiro trimestre. E isso continua no leite materno.

Da essência da água ao Jade. 

Do Ojas ao Jing. 

Dos anticorpos ao leite. 

A gestação é uma doação contínua do que a mãe tem de mais essencial.

Tudo isso mostra a importância da gestante se preparar e cuidar das suas reservas vitais. 

Se você está grávida e quer um acompanhamento integrativo nessa fase, a Consulta Gestação Natural e Janela Sagrada foi criada para isso.
Você sabia que a gestação não dura exatamente nove Você sabia que a gestação não dura exatamente nove meses?

A medicina moderna conta 40 semanas a partir da última menstruação. Pelo calendário gregoriano, isso resulta em "nove meses e algumas semanas." 

Mas pelo calendário lunar, encaixa perfeitamente: 40 semanas são exatamente dez luas de 28 dias.

Não é coincidência. Todo o ciclo feminino gira em torno da lua. A gestação sempre foi assim. Na China antiga, e no Japão ainda hoje, ela é calculada em dez meses lunares.

Confirmei isso na minha própria experiência: contei as luas da gestação da minha filha, da concepção ao nascimento, e deu exato.

A Medicina Chinesa mapeou cada uma dessas dez luas com uma precisão que me fascina. Em cada mês, um meridiano diferente nutre o feto e governa seu desenvolvimento. 

Os meridianos são os canais por onde flui a energia vital no corpo. E a anatomia energética do bebê se constrói mês a mês, do eixo central para os membros.

E vai além do corpo. Os textos clássicos descrevem também a chegada dos Wu Shen, os cinco aspectos da consciência humana, cada um chegando ao bebê em um mês diferente, através da mãe. 

A Medicina Chinesa nunca separou corpo, mente e alma. E a gestação, nessa visão, é um acontecimento que envolve os três.

O útero é chamado de Zi Gong, o Palácio da Criança. 

Os rins são o Ming Men, a Porta da Vida. 

E a essência que torna tudo possível é o Tian Gui, a Água Celestial.

São nomes que revelam uma visão: a gestação não é só biologia. 

É um acontecimento sagrado.
No post anterior falei sobre o Garbhini Paricharya No post anterior falei sobre o Garbhini Paricharya, o regime de cuidados que o Ayurveda descreve para cada mês da gestação. 

Hoje trago um conceito que está dentro desse mesmo universo, específico do quarto mês: a Dauhrida, a mulher de dois corações.

Segundo os textos clássicos, é no quarto mês que o coração do bebê se forma e a consciência se manifesta. A partir daí, a gestante passa a ser chamada de Dauhridini: aquela que carrega dois corações.

E não é metáfora. Para o Ayurveda, os dois corações passam a se comunicar pelas Rasavaha Nadis, os canais que transportam o Rasa (o plasma nutritivo do corpo) da mãe até o bebê. 

Esse Rasa carrega não só nutrição física, mas também o estado emocional da mãe. O que ela sente, o bebê recebe.

Os textos clássicos fazem uma observação que acho muito sensível: os desejos da gestante a partir do quarto mês não são só seus. Eles expressam também o que o bebê precisa. Por isso recomendam que a Dauhridini seja tratada com cuidado especial.

A ciência vem descobrindo, à sua forma, que por volta desse período o bebê começa a desenvolver a audição e a registrar o ambiente externo. 

São visões completamente diferentes. Mas as duas reconhecem esse momento como uma virada na gestação.

O que me encanta no Ayurveda é exatamente isso: um sistema que nunca separou corpo e mente. Que entendeu, há milênios, que o estado emocional da mãe é parte da nutrição do bebê. Que o cuidado com a gestante é, ao mesmo tempo, cuidado com a vida que está sendo formada.
Continuando a série sobre gestação. O Ayurveda te Continuando a série sobre gestação.

O Ayurveda tem um regime completo de cuidado com a gestante, descrito nos textos clássicos: o Garbhini Paricharya. Nele estão orientações de alimentação, ervas, condutas e estilo de vida para cada mês da gravidez, do primeiro ao nono.

Tenho uma relação muito pessoal com esse conhecimento.

Quando engravidei, já era naturóloga e havia feito a preparação pré-concepção baseada no Ayurveda. 

Mas foi durante a própria gestação que me aprofundei ainda mais: estava cursando uma especialização em Saúde da Mulher e da Criança com o Ayurveda, que estuda todas as fases de vida da mulher. 

Foi ali que estudei o Garbhini Paricharya enquanto aplicava  na prática.

Uma experiência única: aprender e ao mesmo tempo aplicar no próprio corpo. E foi a partir dessa dupla vivência, como profissional e como gestante e mãe, que passei a orientar mulheres com esse olhar.

Em linhas gerais, o primeiro trimestre pede atenção ao equilíbrio de Vata (ar + éter): tudo está em movimento acelerado e a estabilidade é fundamental. 

O segundo trimestre pede atenção a Pitta (fogo + água): há crescimento intenso e calor. 

O terceiro pede atenção a Kapha (terra + água): o bebê ganha peso, o corpo se prepara para o nascimento.

Mas sempre com um olhar individualizado. A constituição de cada mulher, o que está em desequilíbrio, o contexto de vida, tudo isso orienta o cuidado real.

E esse conhecimento é sempre complementar ao pré-natal médico, 

Se você tem uma amiga grávida, manda esse post pra ela.
Esta semana celebramos o Dia da Gestante. E quero Esta semana celebramos o Dia da Gestante. 
E quero abrir com o tema que, para mim, é onde tudo começa: o momento da concepção.

No Ayurveda, o embrião, chamado Garbha, se forma pela união de três elementos: o espermatozoide, o óvulo e a consciência que descende. 

A concepção não é apenas biológica. É o encontro de matéria e consciência dentro do útero.

O que me fascina nessa visão desde que estudei pela primeira vez é o que os clássicos dizem sobre o que os pais transmitem além dos cromossomos: a constituição natal, a força vital, o Ojas, as qualidades da mente. 
E que dos seis fatores que formam o embrião, apenas dois são genéticos. Os outros quatro dependem da nutrição, do ambiente, do estilo de vida e do estado psíquico.

Atualmente, a epigenética periconcepcional aponta na mesma direção: padrões de expressão gênica são influenciados pelo estilo de vida dos pais antes da concepção. 

São linguagens diferentes, mas ambas reconhecem que o que os pais carregam antes da concepção chega ao filho.

Por isso a preparação pré-concepcional no Ayurveda começa entre 4 meses e 1 ano antes. Porque o que você come, sente e vive nesses meses já está sendo transmitido.

E a nutrição, no Ayurveda, vai muito além do alimento. O Rasaja inclui tudo que atravessa os cinco sentidos da gestante: o que ela vê, ouve, toca, cheira e experimenta. O ambiente, as imagens, a música, as conversas, o estado emocional. Tudo nutre, ou não, o novo ser que está se formando.

Essa é a base do acompanhamento que ofereço na Consulta Soul Fértil. E é o começo de uma série que vou trazer aqui sobre gestação e pós-parto segundo as medicinas orientais. 

O que mais te surpreendeu nessa visão?
Seguir no Instagram

© Jacqueline Guerra

todos os direitos reservados

Designed by Elegant Themes | Powered by WordPress

  • Sobre rascunho
  • Contato
  • Anuncie
  • Timeline
error: Esse conteúdo é protegido

Pin It on Pinterest

Compartilhe esse artigo

Clique aqui e envie para seus amigos nas redes sociais

Shares
  • Facebook
  • Twitter
  • Google+
  • Pinterest
  • Print Friendly
  • Like